Apesar das promessas a Netanyahu, o primeiro fracasso de Eduardo Bolsonaro na volta ao Brasil



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A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN) da Câmara cancelou pela terceira vez a convocação de uma reunião pelo deputado Eduardo Bolsonaro, na qual ele pretendia aprovar acordos feitos pelo seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, quando visitou Israel em março deste ano.

Sem sucesso em ratificar os acordos ainda em 2019, Eduardo deve deixar a presidência da comissão sem conseguir avançar nos acenos que fez nos últimos dias ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, ao visitá-lo. O Congresso entra agora em recesso, e a comissão deverá ter outra composição no reinício dos trabalhos, em 2020. A passagem pela comissão é o primeiro passo de uma tramitação que seguirá ainda por outros dois colegiados, antes que o Parlamento aprove e remeta os textos para sanção do presidente. Com o fracasso do deputado, tudo ficou para depois.

Desde a semana, passada movimentos e organizações brasileiras têm alertado sobre os perigos da aprovação dos “acordos que incentivam o intercâmbio de armas, dados e tecnologias de monitoramento, repressão e militarização com um regime que dispõe de recursos nessas áreas justamente por utilizar o povo palestino como laboratório”, conforme denuncia a carta pública que vem recebendo adesões de diversas entidades. Um dos acordos prevê ampla cooperação militar, envolvendo intercâmbio de informações, tecnologias e treinamento, por exemplo. O outro atualiza acordos existentes para ampliar possibilidades de trabalho técnico e científico conjunto e seu financiamento, com criação de um comitê e possibilidade de inclusão de várias áreas do governo nos projetos ou benefícios.

O Comitê Nacional Palestino do Movimento BDS também divulgou documento pedindo aos parlamentares que não aprovem os acordos. De acordo com o BDS, sem a exportação de armas, que representa 70% do total produzido pelo estado, e, portanto, “sem cooperação internacional, Israel não seria capaz de manter suas políticas de ocupação e apartheid que oprimem o povo palestino.”

Eduardo Bolsonaro tentou aprovar o acordo em duas ocasiões, na semana passada e nesta, mas deputados do PSOL e PT obstruíram as reuniões até que elas fossem encerradas.

Persistindo no esforço em obter respaldo da comissão, o deputado convocou nova reunião terça-feira (17), em meio à ordem do dia da Câmara e do Congresso Nacional, contrariando o regimento interno e o entendimento da presidência de ambas as casas. No atropelo, acabou sendo obrigado a cancelar a reunião, mas ainda tentou chamar uma nova para esta quarta-feira (18)

Integrante da Frente em Defesa do Povo Palestino, a jornalista Soraya Misleh considera que Eduardo Bolsonaro sai derrotado, sob as pressões da sociedade e olhar mundial aos passos dados pelo Brasil. O deputado acaba de abrir oficialmente um escritório comercial do Brasil em Jerusalém, ofendendo o povo palestino e desafiando as resoluções internacionais e posições históricas brasileiras, que não reconhecem a cidade ocupada como capital israelense. O próprio primeiro-ministro, Benjamim Netanyahu, fez questão de divulgar as promessas e declarações feitas pelo brasileiro durante a visita, entre elas a de que seu pai, presidente Jair Bolsonaro, fará logo a transferência da própria Embaixada brasileira de Tel-Aviv para Jerusalém e a de seu apoio à expansão dos assentamentos sobre as terras palestinas. De acordo com a mídia israelense, o deputado deu a entender que o Brasil poderá fazer ainda mais por Israel. “Nessa aliança explícita e orgulhosa com o sionismo, Eduardo Bolsonaro e seu pai tentam dar um salto na cumplicidade do Brasil com o apartheid e limpeza étnica. Mas, como demonstra essa vitória da mobilização freando o passo que queriam dar na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, não será fácil. Essa vitória anima a solidariedade para o ano de 2020, que deve se fortalecer para barrar todos os acordos com Israel, para que o Brasil deixe de figurar na triste posição de um dos cinco maiores importadores de tecnologia militar israelense”, completa Soraya.

A obtenção de avanços em posições brasileiras pode ter alguma utilidade eleitoral para Netanyahu, cujo fracasso em montar um governo em abril passado já resulta na terceira convocação de Israel às urnas em menos de um ano. Para o Brasil, significa o aprofundamento da subordinação aos interesses dos Estados Unidos na cena internacional e ao poder político crescente das igrejas evangélicas neopentecostais, alinhadas com Israel. Razão também do crescimento dos movimentos de resistência social no Brasil.

As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a política editorial do Middle East Monitor.




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