De flexibilização e de restrições

“Não precisa explicar, não. A gente só queria é entender.” (Bordão de antigo programa de humor apropriado a fato aqui narrado)

Há quem se rejubile com o fato. Mas, com certeira convicção, a maioria dos brasileiros não consegue ocultar, pelo contrário, seu desconforto e desassossego. O constrangimento deles se apodera quando tomam conhecimento de que, em razão de desaconselhável flexibilização, legalmente embasada, o número de civis armados já ultrapassa, no Brasil, no reconhecimento oficial, a casa do milhão. 

As facilidades introduzidas na regulamentação que rege o porte de armas, por força de decretos executivos, permitiram que o quantitativo de licenças pertinentes à matéria crescesse cerca de 65% em apenas 2 anos. Num estudo estampado na “Folha de São Paulo”, a jornalista Aline Ribeiro lembra que, em janeiro de 2019, foi dado o primeiro passo rumo à expansão do armamento em poder da população. Decreto presidencial, acompanhado de uma série de outras significativas alterações nas normas regulamentadoras, criou condições propicias a que uma pessoa pudesse não tão somente comprar mais armas de fogo e munições, mas também vir a possuir até “um arsenal”. “Fuzis, por exemplo, antes restritos às forças de segurança, agora podem ser adquiridos por civis”, em compras processadas, inclusive, via internet, sob a alegação de serem utilizados em práticas de tiro esportivo e caça. Ao decreto prefacial juntaram-se, depois, outras decisões bastante favoráveis à obtenção de mais produtos do gênero. Pelas regras vigorantes, além de militares e agentes de segurança, podem receber autorização para compras cidadãos comuns que justifiquem a necessidade de autodefesa, colecionadores, atiradores e caçadores. Os integrantes das últimas três categorias citadas são conhecidos por CACs. No trabalho publicado são listadas as armas preferidas pelo mercado comprador. Estas aqui: carabina CBC 7022, calibre 22LR, que custa R$ 2,3 mil; pistola Tauros TH 380, calibre 380, R$ 6 mil; pistola Glock G25, calibre 380 R$ 23,5 mil e pistola Taurus 838C, calibre 380, R$ 4,7mil; carabina Taurus Puma, calibre 357 MAG/38SPL, R$ 9 mil.

É de fácil constatação – e inúmeras consultas já efetivadas por órgãos de pesquisas assim atestam – que à grande maioria da população brasileira causa desagrado o incentivo oficial a que as pessoas se armem. As razões são mais que óbvias. Estudiosos em políticas públicas firmaram, há muito, o conceito de que o porte de armas oferece falsa sensação de segurança aos que resolvem – por assim dizer – carregar na cintura um “45”, à moda dos “heróis” dos filmes policiais. A situação narrada só faz crescer os riscos quanto à quebra da tranquilidade e sossego públicos.

• Os Estados Unidos da América opõem, não é de agora, restrições bastante severas ao ingresso de cidadãos brasileiros em seu território. Não são raros os casos de humilhações impostas a inocentes e pacatos viajantes. Essas medidas estão se fazendo mais drásticas nesses tempos de coronavírus. Pesa, no caso, a circunstância de o nosso País ocupar o segundo lugar do mundo no registro de infecções e óbitos. Por sua vez, o Brasil não oferece, não é de hoje, restrições à entrada de cidadãos estadunidenses no vasto território que vai do Oiapoque ao Chuí. Os Estados Unidos – não nos esqueçamos – são, até aqui, o país com maior volume de contaminações e óbitos do planeta, nestes tempos de pandemia. Mas, como dizia aquele personagem de antigo programa humorístico da “Globo”, de larga audiência, não carece, não, de alguém se dar ao trabalho de vir explicar. A gente só queria mesmo era entender…



Arma de Fogo é na Pantanal Armas de Fogo



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