Médicos nos EUA estão a fazer campanha contra a venda de armas semi-automáticas – Observador

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Uma campanha dos médicos nos Estados Unidos da América contra a venda de armas semi-automáticas está a dar que falar. Os médicos estão a publicar imagens nas redes sociais para mostrar o que significa lidar com vítimas de tiroteios. Na origem deste movimento, está um tweet publicado pela NRA — National Rifle Association of America.

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A NRA escreveu no Twitter, no passado dia 7 de novembro, que os médicos não tinham nada que ver com a venda e o uso de armas semi-automáticas. Que é como quem diz: este assunto não é da vossa conta, ponham-se no vosso lugar, o de médicos.

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O tweet da NRA surgiu em resposta ao Colégio Americano de Médicos, que deu a conhecer a sua posição num documento publicado, no dia 30 de outubro, em relação à violência de armas. A posição dos profissionais de saúde era clara: as armas de fogo semi-automáticas deveriam ser proibidas. Os médicos sublinharam também a sua “responsabilidade especial” em falar sobre a prevenção dos ferimentos relacionados com estas armas, defendendo uma regulamentação mais apropriada sobre a posse de armas legais.

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Em resposta ao tweet da NRA, os médicos publicaram imagens que podem ferir os mais sensíveis, mas que mostram algo que faz parte do seu dia-a-dia. Nas fotografias, os profissionais mostram como cuidam dos seus pacientes vítimas de tiroteios e, através de mensagens de vídeo, falam sobre qual é o impacto que as armas têm no seu trabalho.

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Stephanie Bonne, cirurgiã geral, da Universidade de Medicina de New Jersey, foi uma das primeiras médicas a responder ao tweet da NRA, contando a sua experiência profissional.

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É muito trágico o que vemos todos os dias; termos de falar com as famílias vezes sem conta é sempre uma tragédia. E nunca se torna mais fácil. Nunca se fica indiferente ao que se passa”, afirmou Stephanie Bonne.

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A cirurgiã diz que há uma intimidade intrínseca entre as vítimas e quem cuida delas com as próprias mãos. Por isso, defende que os médicos estão numa posição excecional para estudar estes problemas e para aplicar os princípios de saúde pública para os resolver. Além de Stephanie, vários foram os médicos que responderam à NRA com fotografias, de forma rápida e furiosa. As imagens acabaram por se tornar virais, como foi o caso de Dave Morris, outro cirurgião:

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Segundo a BBC, David Morris, de 42 anos, disse: “a menos que tenhas tido o coração de alguém a bater nas tuas mãos, não podes dizer-nos o que é ou não da nossa conta”. O cirurgião explicou ainda que as pessoas precisam de ver a realidade com a qual eles lidam todos os dias; uma realidade na qual, muitas vezes, ficam presos com os velhos argumentos filosóficos sobre violência armada.

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Este é o espaço de um médico. Nós é que pertencemos a este espaço, por isso este assunto é exatamente da nossa conta”, afirma Stephanie.

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As histórias pessoais e as diversas fotografias sangrentas que chegaram ao público foram partilhadas centenas de vezes, fomentando mais uma vez o debate sobre a realidade de violência armada em que os EUA vivem.

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A campanha dos médicos norte-americanos é a mais de recente de uma série de protestos organizados contra as armas semi-automáticas de uso militar. Em março deste ano, uma associação de militares veteranos gravou um vídeo a favor de leis mais restritas ao acesso a estas armas.

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No vídeo, que se tornou viral na internet, elementos das principais forças militares dos EUA (incluindo dos marines, dos famosos Seal ou dos pára-quedistas) dizem que estas armas foram criadas, especificamente, para matar pessoas (e não para caçar), pelo que não faz o mínimo sentido que se continue a permitir a sua venda ao público em geral.

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Segundo dados conhecidos, a violência relacionada com o uso de armas de fogo faz com que 8.300 crianças vão parar ao hospital todos os anos nos EUA. Quanto ao número de mortes na América, este é maior do que o registado no Médio Oriente.

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A revolta que os médicos mostraram nas redes sociais levantou uma onda de indignação pelo Twitter. Há já centenas de pessoas a usar o hashtag #ThisIsOurLane, sendo que se trata, na sua maioria, de tweets de provocação dirigidos à NRA. O tweet da NRA, por sua vez, foi publicado horas antes de um tiroteio na Califórnia, no dia 8 de novembro, que fez 12 mortos.

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