Mundo – NOTÍCIAS – Ai Weiwei volta a denunciar repressão do regime chinês



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Descumprindo acordo firmado quando foi solto, o artista usa o Twitter e afirma que colegas seus presos foram torturados

Ng Han Guan

DISSIDENTE
O artista Ai Weiwei chega a sua casa em Pequim, China, em junho, depois de ser solto pela polícia. O governo chinês afirma que ele foi libertado após confessar seus crimes

O artista chinês Ai Weiwei, em liberdade desde 22 de junho, rompeu o silêncio que mantinha na internet e voltou a tuitar contra a repressão do governo chinês a opositores. “Se você não fala por Wang Lihong e não fala por Ran Yunfei, você não é somente uma pessoa que não luta por igualdade e justiça; mas você não tem respeito próprio”, escreveu Ai.

O ativista e artista se manifestou depois de visitar seu colega Liu Zhenggang na prisão. Segundo Ai, Liu foi foi detido ilegalmente, por suas opiniões. Ai, que deixou de postar comentários no Twitter – censurado na China – em 3 de abril, data de sua detenção, firmou um acordo com as autoridades pelo qual, após sua libertação, não poderia deixar Pequim nem emitir opiniões na internet.

A volta do artista à atividade desafia essa proibição e denuncia as detenções do desenhista Liu Zhenggang, do jornalista Wen Tão, de seu contador Hu Mingfen e de seu primo e motorista, Zhang Jinsong. De acordo com Ai, eles tiveram “grandes estragos mentais e físicos devido à tortura”. Ai disse que Liu “sofreu um ataque do coração na prisão e estava quase morto”.

O dissidente, que há algumas semanas abriu uma conta na nova rede social Google+, também censurada na China, havia retomado no sábado (6) a atividade no Twitter, embora só para fazer comentários sobre sua perda de peso, fruto dos 80 dias de cativeiro, e para postar algumas fotos.

O artista havia sido acusado, depois de ser preso, de evasão fiscal em uma empresa em nome de sua ex-mulher, Lu Qing. Ai disse após sua libertação que estava bem, mas que não podia falar com a imprensa, algo que se estendia, até agora, também à internet.

Ai é o mais conhecido entre as centenas de dissidentes, intelectuais, artistas e advogados acossados, interrogados e detidos desde fevereiro pelas autoridades chinesas, em uma campanha destinada a frear qualquer tentativa de imitar a chamada “Primavera árabe” em território chinês. Em julho, a Universidade de Belas Artes de Berlim ofereceu ao artista o cargo de professor convidado. A proposta teria agradado, segundo a Anistia Internacional, o artista, que, no entanto, deve permanecer um ano em Pequim por causa do acordo firmado com o regime comunista.

LY




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