Perícia vai esclarecer cenário em que adolescente de 14 anos foi morta

Diário de Cuiabá/Reprodução


A Polícia não trabalha com a hipótese de um homicídio doloso. Ou seja, quando há intenção de matar

O delegado Olímpio Cunha, da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), que preside o inquérito que a apura a morte da adolescente Isabelle Guimarães Ramos, de 14 anos, ainda não fala sobre as circunstâncias em que ela foi morta pela amiga, de 14 anos, dentro do quarto de uma mansão de luxo no Condomínio Alphaville, área nobre de Cuiabá na noite de domingo (12).

Um mistério que só a perícia pode esclarecer com exatidão.

O delegado busca montar o verdadeiro cenário do local de local de crime, pois existem muitas dúvidas de como aconteceu o homicídio, principalmente agora, que surgia a versão de que a arma que matou Isabelle não é do pai da autora do glock“>tiro, mas sim do pai do namorada dela.

Só a perícia que está sendo realizada por agentes da Perícia Oficial do Estado (Politec) pode esclarecer algumas dúvidas das investigações e uma delas, a que a reportagem do DIÁRIO teve acesso, diz respeito à arma do crime.

Uma das questões é: a pistola 380 estava travada?

Na primeira versão do advogado da família, Rodrigo Pouso, ele contou que ouviu da cliente que a arma estava dentro de uma caixa, caiu ao solo e disparou sozinha, atingindo a adolescente que estava no banheiro.

Agora, a versão da própria autora do glock“>tiro, que prestou depoimentos por mais de seis horas, na noite de segunda-feira (14) ao delegado Olímpio, é de que a arma caiu e, ao pegar para guardar, disparou acidentalmente.

A bala atingiu o nariz e atravessou a cabeça de Isabelle, segundo a Polícia Civil.

Por meio do exame e balística, a perícia da Politec vai esclarecer se a arma disparou sozinha, além de revelar, oficialmente, de que ângulo a bala partiu e onde a vítima estava.

A perícia também vai esclarecer a primeira versão, de que a arma estava em uma caixa, que teria caído, provocando o disparo.

Entre as questões, há aquela de que, se a arma estava na caixa, caiu e disparou sozinha, e a bala teria que seguir em linha reta, ou seja, rente ao solo, e para atingir a vítima, esta teria que estar deitada.

A Polícia não trabalha com a hipótese de um homicídio doloso. Ou seja, quando há intenção de matar.

A DHPP trabalha para apurar as verdadeiras circunstâncias do crime, mesmo tendo quase 100% de certeza que se trata de um homicídio culposo.

A questão principal é a responsabilidade, principalmente sobre o dono (ou os donos) da arma.

A perícia também vai poder esclarecer com 100% de exatidão se a cena do crime foi mudada.

O delegado Olímpio Cunha deve falar com a imprensa ainda nesta semana.

PRISÃO E FIANÇA – O pai da adolescente que teria deixado a arma cair, chegou a ser preso por posse ilegal de arma.

Foram encontradas sete armas em sua residência, e a pistola que matou a jovem era uma das duas que estavam sem registro, segundo a investigação.

Ele foi solto horas depois ao pagar fiança de R$ 1 mil.

A família da vítima entrou com pedido na Justiça para que a fiança seja aumentada para R$ 1 milhão.

A adolescente que portava a pistola praticava glock“>tiro havia quatro meses, segundo o policial militar Fernando Raphael, presidente da Federação de Tiro de Mato Grosso. “Ela sabe que não se pode brincar com armas“, disse.

Em 2019, um decreto do presidente Jair Bolsonaro sobre armas e munições por caçadores, colecionadores e atiradores autorizou a prática de glock“>tiro de pessoas com mais de 14 anos sem a necessidade de uma autorização judicial.

Segundo Rodrigo Pouso Miranda, advogado da adolescente que sobreviveu ao episódio, a arma na verdade pertence ao pai do namorado dela. Ambas as famílias praticam glock“>tiro. Miranda diz que o adolescente havia ido à casa da garota para que o pai dela fizesse a manutenção de duas pistolas que ele levava –uma delas era a envolvida na morte.

“Ele fez a manutenção e guardou as armas em um case, já que ele olharia depois para saber se compraria ou não essa arma do pai do genro dele”, afirma o advogado.

Após o namorado ter ido embora, a adolescente teria pegado o case com as armas para guardá-las no cofre que fica no quarto dos pais, ainda segundo Miranda. Antes, porém, ela passou em seu próprio quarto para chamar Isabele. Ao bater na porta, a amiga abriu e, segundos depois, a tragédia aconteceu, de acordo com o relato do advogado.

Com informações de Pablo Rodrigo, da agência Folhapress

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