Vereador de Boa Vista preso em flagrante pela PF com pistola paga R$ 32 mil e é liberado | Roraima

O vereador de Boa Vista, João Kleber Martins de Siqueira (Solidariedade), pagou R$ 32 mil de fiança para ser liberado pela Polícia Federal. Ele foi preso em flagrante na manhã desta sexta-feira (16) por posse ilegal de uma pistola calibre 380.

A arma estava em um móvel no quarto da casa do vereador e foi encontrada pela PF durante a “Operação Dejavu”. Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão por suspeita de compra de votos nas eleições 2020. O parlamentar, o assessor de um deputado estadual e policiais penais foram alvos da ação.

Procurada, a assessoria do vereador afirmou que o valor da fiança “corresponde a apreensão da arma encontrada na residência do parlamentar”. Disse, ainda, que o valor deve ser ressarcido após o proprietário da arma “ser ouvido e esclarecer os fatos perante a justiça”.

O político, conhecido como Klebinho, não tem permissão para posse da pistola e recebeu voz de prisão. Aos policiais, ele afirmou que a arma pertence a outro vereador e que foi esquecida em sua casa durante uma confraternização nessa quarta-feira (14), em meio à pandemia de coronavírus.

Segundo a PF, a arma está registrada no nome de um policial militar e só poderia estar em posse de seu proprietário. O crime de posse ilegal de arma é afiançável.

Além do valor de R$ 15,5 mil pelo cargo público, Klebinho fatura cerca de R$ 25 mil com a empresa Qualigourmet, que é avaliada, segundo a PF, em “nada mais, nada menos” do que em R$ 3,5 milhões.

A Polícia Federal descobriu o esquema de compra de votos para o vereador João Kleber Martins de Siqueira (SD) após operação que resultou na prisão de 23 agentes penitenciários em dezembro de 2020.

Os agentes penitenciários foram presos na “Operação Alésia” que investigou um esquema para favorecer uma facção criminosa nas unidades prisionais de Roraima. Dois empresários também foram presos.

Klebinho tem 28 anos e cumpre o primeiro mandato político pelo Solidariedade. Ele também é empresário e jogador de futebol, e foi eleito vereador com 1.629 votos. Atualmente, é o vice-presidente da Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final.

O empresário já é réu por lavagem de dinheiro e organização criminosa em uma investigação sobre desvio milionário no fornecimento de quentinhas no sistema penitenciário. O deputado estadual Renan Filho (PRB), o filho da ex-governadora de Roraima Suelly Campos (PP), Guilherme Campos, e outros nove também são réus pelo esquema.

Desvio em alimentação de presos

PF faz operação contra desvio de recursos em penitenciárias de Roraima

Klebinho foi preso em 2018, em uma operação que desarticulou um esquema que, à época, desviou cerca de R$ 70 milhões em recursos públicos do sistema penitenciário para o pagamento de propinas e enriquecimento ilícito dos reais proprietários do negócio, que eram Guilherme e Renan.

Siqueira era o dono da Qualigourmet, empresa responsável por fornecer alimentação a presos de unidades em Boa Vista. No entanto, as investigações da PF apontam que ele era usado como laranja de Guilherme Campos.

O esquema teve início no começo de 2015, com a contratação emergencial da empresa Qualigourmet, constituída 8 dias antes para cuidar da alimentação dos presos no estado. Na época, a mesma empresa suspendeu entrega de comida aos detentos alegando dívidas do governo.

As investigações apontaram que a empresa superfaturava o valor da alimentação, além de informar quantitativo superior de refeições ao que era efetivamente providenciado e de fornecer alimentos de baixa qualidade. O esquema já foi alvo de outra operação da PF e de investigação em CPI na Assembleia Legislativa.

Os responsáveis pela empresa, que está em nome de laranjas e teria Guilherme e Renan como verdadeiros donos, realizaram saques de aproximadamente 30% do valor dos contratos, em espécie, para o pagamento de propinas e para o enriquecimento ilícito dos reais proprietários do negócio.

Vários saques e repasses foram constatados pela PF através de filmagens feitas durante as investigações, a qual contou também com provas obtidas após quebra do sigilo bancário e telefônico dos investigados.



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